De acordo com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), o varejo ampliado poderá apresentar alta de 3,64% no mês de março, em comparação ao mesmo período em 2018. Já para os próximos meses, está previsto 2,62% no mês de abril e 1,25% em maio, segundo o levantamento realizado pela instituição.

Conforme o Ibevar, as vendas de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e os cosméticos podem se destacar no varejo brasileiro nos próximos meses. O estudo aponta que, para o mês de março, a previsão é de que a categoria tenha alta de 8,23% diante do mesmo período no ano passado, com avanço de 7,60% e 6%, respectivamente, nos dois meses seguintes.

Enquanto que a expectativa para o setor de supermercado e hipermercado é de alta de 1,71% para o mês de março, avançando para 2,09% no mês de abril e 1,15% em maio.

No setor de tecidos, vestuário e calçados, há previsão de uma breve alta nas vendas, segundo o Instituto, de 0,51% para março, em comparação ao mesmo período em 2018. Para os meses de abril e maio, a expectativa é de 0,16% e 0,33%.

De acordo ainda com o Ibevar, as previsões para o setor de móveis e eletrônicos são de redução nas vendas, 0,93% no mês de março, comparado ao mesmo período em 2018. Para abril e maio, a expectativa é de queda de 1,02% e 1,80%.

Perspectivas do varejo em 2018 no Brasil e no mundo

Segundo especialistas, o último ano e o penúltimo não foram bem-sucedidos em relação ao setor varejista, reduzido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que baixou de 10% para 5% em 2017.

De acordo com o estudo realizado por eles, fica claro que o panorama do Brasil nos dias de hoje é bastante desafiante. O PIB reduz em ritmo histórico e os valores das commodities não aumentam e, a China, uma das maiores parcerias comerciais do País, diminuiu a demanda, o que impactou negativamente as exportações.

De acordo com o IBGE, as vendas de eletrodomésticos sofreram queda de 18%, conforme a última análise do ano passado. As vendas no varejo também reduziram, assim como a movimentação nos shoppings baixou e o desemprego chegou perto dos 10%, mesmo assim o cenário serviu para impulsionar novas oportunidades.

Outro setor que cresceu bastante foi o e-commerce. De acordo com o levantamento da E-bit em 2016, mesmo em meio à crise, o segmento cresceu 7,4 em comparação ao ano anterior, registrando R$44 bilhões em receita. No ano de 2017, o desempenho foi melhor, tendo alta de 12% na comparação com 2016, e ainda teve mais 8% do ticket médio.

Segundo um estudo realizado pelo Google, o comércio eletrônico irá dobrar suas vendas no varejo brasileiro até 2021, média de 12,4% ao ano.

Fonte: Mercado & Consumo

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