O plano do governo brasileiro de criar uma “Black Friday” nacional de uma semana, apelidada de “Semana do Brasil”, pode ser colocado em prática já neste ano. Para analistas, a novidade, somada à liberação de R$ 500 das contas ativas e inativas do FGTS, pode dar um gás no setor. A ideia é fazer da semana de sete de setembro, quando se comemora a independência do país, um período de descontos no varejo – nos moldes do quatro de julho nos Estados Unidos.

O período coincidirá com a injeção de até R$ 30 bilhões na economia a partir da liberação de R$ 500 de contas ativas e inativas do FGTS. Essa liberação estará disponível para 106 milhões de brasileiros, de acordo com a Caixa, e foi comemorada por representantes do varejo, como a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

“Varejistas se mostraram otimistas com a proposta, tendo em vista o ritmo de retomada da economia ainda lento e a liberação do FGTS no segundo semestre”, escreveu Mariana Vergueiro, analista de Varejo da XP Research.

A data também é considerada oportuna por estimular as compras em um mês que, em geral, é morno, entre o Dia Dos Pais (agosto) e a própria Black Friday (em novembro). O restante do calendário comemorativo do varejo não deve sofrer alterações.

Para analistas do Brasil Plural, o evento não deve prejudicar as vendas da Black Friday, pois pode ser uma oportunidade para varejistas se livrarem do estoque acumulado do primeiro semestre.

Para estimular os descontos, o governo pode reduzir ou isentar a cobrança de impostos de eletrônicos e eletrodomésticos vendidos no período, que este ano seria entre seis e 15 de setembro. O ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) e o IPI (imposto sobre produtos industrializados) podem ser alterados.

Por isso, especialistas avaliam que varejistas tradicionais que trabalham com eletrônicos, como Magazine Luiza e Via Varejo, devem aproveitar a data – assim como ocorreu em 2017, quando o governo Temer liberou saques de contas inativas do fundo.

Fonte: InfoMoney

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