Empresa especializada em segurança digital dá sugestões de como se proteger do tipo de ataque que aconteceu na sexta-feira, dia 12 de maio.

Uma onda de ciberataques tirou a internet do sério, principalmente nas empresas, que precisam ter um cuidado especial com dados. E o pânico não foi por acaso: instituições como o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo são algumas das vítimas já identificadas. As companhias ao redor do mundo também não ficaram de fora: a Telefônica também foi afetada. Segundo a Kaspersky Lab, foram registrados mais de 45.000 ataques em 74 países.

O ataque foi realizado através de um vírus do tipo ramsonware, Ele bloqueia o acesso aos arquivos do computador afetado e o libera mediante o pagamento de resgate. E detalhe: o vírus só alcança computadores com Windows, ou seja, o seu celular está naturalmente protegido.

Nesse tipo de ataque, o cibercriminoso criptografa os dados de um computador ou mesmo de um servidor. O hacker pede que a vítima pague um resgate para que o acesso à máquina seja liberado novamente. Quando vítimas, as empresas são prejudicadas com a perda temporária ou permanente de informações, interrupção de serviços regulares, perdas financeiras associadas à restauração do sistema, custos legais e de TI.

Para que você possa se proteger desses riscos, confira seis dicas do especialista Reinaldo Borges de Freitas, diretor de TI da Soluti.

    1. Usar apenas sistemas originais e atualizados – fazer atualização de forma automática ou checar pelo menos uma vez por dia se há atualização de segurança a ser feita;

 

    1. Contar com um antivírus de confiança;

 

    1. Manter em dia o backup dos dados – ter um backup guardado em um lugar diferente do próprio computador ou rede. O mais indicado é fazer o backup em um HD externo que fique desconectado da máquina ou na nuvem;

 

    1. Fazer a configuração correta dos equipamentos e sistemas – equipamentos de rede, roteadores sem fio ou servidores vêm sempre com senha padrão. O mais seguro é criar uma nova senha e sempre que possível ativar as proteções de segurança contra-ataques que vem da rede;

 

    1. Utilizar as proteções oferecidas pelo equipamento – Firewall e IDS são sistemas capazes de identificar tentativas de invasão ou qualquer comportamento estranho na rede;

 

    1. Usar o computador ou smartphone de forma consciente e por meio de navegação segura – Neste caso é importante o usuário checar se o site onde está navegando possui o certificado SSL. Navegadores tem, inclusive, colocado no fim de suas listas de buscas, sites que ainda não possuem este certificado. Ele é importante ao usuário na medida em que identifica se o portal é verdadeiro, evitando assim roubo de dados e fraudes;

 

Fonte: Consumidor Moderno

Veja também: